Se o preço da banana ou do aço oscila. Eu me interesso da mesma forma.
Tenho 32 anos, portanto tinha 14 quando o plano real foi criado. E não tenho lembranças sólidas de como era o tempo da inflação. Mas sei que era ruim.
Minha primeira mesada (semanada na verdade) foi em reais e gastei tudo na locadora de games mais próxima.
O preço das coisas sofrem interferências constantes. Seja pela "lei" da oferta e demana, seja pela lei da canetada ou da especulação. E o resultado disso, a inflação (ou deflação), é o retrato econômico de um país.
O preço das coisas afeta diretamente a vida das pessoas. A banana cara pode não fazer falta por 1 dia, mas viver sem poder comprar nenhuma banana é inconcebível. Quando um produto aumenta, mesmo que não afete o preço de outras coisas, afeta a percepção que as pessoas tem sobre o ciclo econômico. Afinal, se a banana aumentou, mas meu salário não então posso concluir que estou ficando mais pobre.
Vivemos num país onde tudo é caro. Depois de anos de hiperinflação, achamos normal certas bizarrices econômicas, como:
- Contratos indexados
- Juros e impostos altíssimos
- Excesso de descontos
O problema é que se algum produto é sobreprecificado para ser vendido com desconto mais tarde, seu preço futuro provavelmente já está decidido. E isso, meus amigos, é a velha e boa indexação.
A inflação está nos descontos, diria Ludwig Mies van der Rohe se fosse brasileiro.
*Note que em momento algum estou me referindo ao VALOR das coisas. Preço e valor são coisas diferentes.